Adorei os novos bordados em tecidos xadrez. Sempre que puder vou postar algo novo . Seja seguidora e aproveite as atualizações!!
sábado, 29 de setembro de 2012
Morre Hebe Camargo
Morre Hebe, a brasileira que tinha muito mais que um milhão de amigos
O Brasil perdeu uma de suas celebridades mais queridas neste sábado (29). Hebe Camargo, a mais popular apresentadora da televisão brasileira, morreu aos 83 anos, perdendo a luta contra um câncer diagnosticado em janeiro de 2010. Hebe estava afastada da TV desde junho, quando passou por sua terceira cirurgia em dois anos, mas tinha anunciado o retorno nesta semana, após assinar contrato com o SBT . A apresentadora morreu nessa madrugada em sua casa, no Morumbi, em São Paulo, em decorrência de uma parada cardíaca.
Nunca houve uma mulher como Hebe. E nem era o caso – afinal, já havia ela, desde que a televisão foi inaugurada no Brasil. Foram mais de 50 anos no ar. Sem a risada de Hebe e os cabelos loiros que essa morena de origem assumiu pela vida toda, a programação da TV perdeu para sempre parte do brilho, do humor, da autenticidade e da alegria. “A vida é uma e a gente tem que saber viver os momentos da melhor maneira possível”, dizia ela. Este é um dia triste para todos os brasileiros.
NASCIDA EM 8 DE MARÇO
A artista mais famosa do Brasil nasceu - por coincidência ou predestinação – no dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. O ano era 1929, na cidade de Taubaté, interior de São Paulo. Na década de 1940, mudou-se para São Paulo com seus pais: a dona de casa Esther e o violinista de cinema mudo Segesfredo Monteiro de Camargo. O começo foi duro, e Hebe chegou a trabalhar como empregada doméstica.
Siga o iG Gente no Twitter e receba notícias dos famosos em tempo real
CARMEM MIRANDA COVER
Atrás do sucesso como cantora, Hebe participou de vários programas nas rádios paulistas, imitando Carmem Miranda. Depois montou uma dupla com sua irmã: Rosalinda e Floribela, e ficou conhecida como “estrelinha do samba”. A parceria durou pouco tempo. Em seguida, Hebe criou um quarteto musical com a irmã e duas primas, outro arranjo que logo se desfez, conforme as mulheres foram se casando – todas, menos Hebe. Na década de 1950, cantando na TV Tupi, sua carreira de cantora deslanchou. Foi convidada pelo empresário Assis Chateaubriand para cantar o “Hino da Televisão” na primeira transmissão ao vivo da TV no Brasil, mas teve de faltar e foi substituída porLolita Rodrigues. As duas foram amigas por muitas décadas.
MAIS TEMPO NO AR
Em 1958, estreou como apresentadora de seu próprio programa, “O Mundo é das Mulheres”, no canal 5, TV Paulista. Ficou no ar até 1964, quando abandonou a TV temporariamente para se casar com o empresário Décio Capuano, com quem teve seu único filho: Marcello Camargo, nascido no mesmo ano de seu casamento. “O Décio me esperava na porta das emissoras onde eu trabalhava, seguia o meu carro e assim foi me conquistando. Começamos a namorar e eu gostei dele, era um homem muito bacana e de bom caráter. Porque eu era artista, o pai dele exigiu que eu assinasse um documento abrindo mão dos bens do Décio. E eu assinei, mesmo porque eu não casei com ele por interesse. Na época, eu já tinha dinheiro, viajava fazendo shows. Quando o Décio ficou muito doente, ele dependeu absolutamente de mim. E, lamentavelmente, ele se foi. Foi puro amor mesmo. Eu até parei de trabalhar, mas depois voltei para a televisão”, contou ela.
A partir de 1966, consagrou-se com as entrevistas informais e desde então permaneceu trabalhando, tornando-se a apresentadora brasileira que esteve mais tempo no ar.
CABELOS LOIROS
Originalmente morena e de sobrancelhas grossas, Hebe se identificou completamente com os cabelos loiros. Ela mesma contava como tinha sido a sua transição. “A primeira vez que fui para Nova York foi com o Décio. Comecei a ver aquelas mulheres loiras e as achei lindas. Quando cheguei ao Brasil, passei água oxigenada na parte de cima e comecei a gostar. Depois, fui no salão tingir o cabelo e gostei. E, ele (Décio) também gostou. Isso faz 503 anos (risos). Uma vez, eu tingi de escuro, mas não me acostumei. Olhava no espelho e dizia que aquela não era eu. Tingi de loiro de novo.”
COLEÇÃO DE SELINHOS
Hebe passou por várias emissoras nacionais – da extinta TV Tupi à TV Bandeirantes. No SBT, onde ficou 24 anos, comemorou em 22 de abril de 2006 seu milésimo programa de TV.
Em janeiro de 2010, foi diagnosticada com câncer no peritônio e passou pelo primeiro tratamento quimioterápico, quando ficou internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Em março, Hebe voltou à ativa na emissora deSilvio Santos, num programa especial em comemoração ao seu aniversário, que teve a participação de Ana Maria Braga e Xuxa. Desde 2011, fazia parte do elenco da Rede TV!, onde o “Programa da Hebe” era exibido nas noites de terça-feira.
Além do sofá e do bordão “que gracinha!”, Hebe transformou em marca registrada os selinhos que alegremente dava em seus entrevistados, homens ou mulheres: Roberto Carlos, Daniel Boaventura, Leonardo, Jude Law, Ivete Sangalo, Julio Iglesias, Neymar, Patrick Dempsey, entre outros, não escaparam do carinhoso carimbo de Hebe.
PAIXÃO PELAS JOIAS
Dona de uma coleção exuberante de jóias, Hebe garantia que todas tinham sido presentes dela para ela mesma. “Sempre gostei de jóias. Quando eu não podia comprar a de verdade, eu comprava a imitação. Todas fui eu que comprei, com o meu dinheiro. Não tenho joias que ganhei de marido, de amante. Quer dizer, de amante tem (risos). Eu comprei todas as minhas joias.”
FLERTANDO COM A MÚSICA
Em 2009, Hebe se envolveu em três aventuras musicais. Participou do show “Elas Cantam Roberto”, quando foi gravado DVD em que várias cantoras homenageiam o Rei. No final da apresentação, Roberto entrou em cena, no Teatro Municipal de São Paulo, e engrossou o coro feminino declarando: “Eu quero ter um milhão de amigos”.
Hebe lançou também o CD “Hebe Mulher”, com regravações de grandes nomes e participações especiais: Roberto Carlos retribuiu a gentileza cantando “Você não Sabe”, e Daniel Boaventura “El Dia que me Quieras”. Em outubro do mesmo ano, Hebe gravou ainda um DVD com participação de vários artistas, como Fábio Jr., Leonardo, Daniel, Chitãozinho e Xororó, Bruno e Marrone, Maria Rita e Gilberto Gil. Em dezembro, homenageada pela Rede Globo, foi ao “Domingão do Faustão” e deu um selinho em Bruno Gagliasso.
O ÚLTIMO PROGRAMA DA HEBE
Desde junho passado, a apresentadora ficou afastada da televisão - e não tinha previsão de voltar ao ar. O “Programa da Hebe” estava suspenso da programação da Rede TV! até que Hebe tivesse condição de retomar a rotina. Nos bastidores, dizia-se que ela já estaria negociando o fim de seu contrato com a emissora. Amigo de longa data e ex-patrão, Silvio Santos queria Hebe de volta no SBT. E Hebe não planejava mais se casar, como declarou em março deste ano, no programa que comemorou seu aniversário de 83 anos. “A essa altura da minha vida, o melhor é estar sozinha. É uma delícia estar na minha casa, eu durmo se quiser, se não quiser eu não durmo. Se eu tiver que sair, eu vou e acabou. Se eu tivesse alguém hoje, seria um conhecido, um amiguinho. Mas marido? Nem pensar.”
Morre Hebe, a brasileira que tinha muito mais que um milhão de amigos
O Brasil perdeu uma de suas celebridades mais queridas neste sábado (29). Hebe Camargo, a mais popular apresentadora da televisão brasileira, morreu aos 83 anos, perdendo a luta contra um câncer diagnosticado em janeiro de 2010. Hebe estava afastada da TV desde junho, quando passou por sua terceira cirurgia em dois anos, mas tinha anunciado o retorno nesta semana, após assinar contrato com o SBT . A apresentadora morreu nessa madrugada em sua casa, no Morumbi, em São Paulo, em decorrência de uma parada cardíaca.
Nunca houve uma mulher como Hebe. E nem era o caso – afinal, já havia ela, desde que a televisão foi inaugurada no Brasil. Foram mais de 50 anos no ar. Sem a risada de Hebe e os cabelos loiros que essa morena de origem assumiu pela vida toda, a programação da TV perdeu para sempre parte do brilho, do humor, da autenticidade e da alegria. “A vida é uma e a gente tem que saber viver os momentos da melhor maneira possível”, dizia ela. Este é um dia triste para todos os brasileiros.
NASCIDA EM 8 DE MARÇO
A artista mais famosa do Brasil nasceu - por coincidência ou predestinação – no dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. O ano era 1929, na cidade de Taubaté, interior de São Paulo. Na década de 1940, mudou-se para São Paulo com seus pais: a dona de casa Esther e o violinista de cinema mudo Segesfredo Monteiro de Camargo. O começo foi duro, e Hebe chegou a trabalhar como empregada doméstica.
Siga o iG Gente no Twitter e receba notícias dos famosos em tempo real
CARMEM MIRANDA COVER
Atrás do sucesso como cantora, Hebe participou de vários programas nas rádios paulistas, imitando Carmem Miranda. Depois montou uma dupla com sua irmã: Rosalinda e Floribela, e ficou conhecida como “estrelinha do samba”. A parceria durou pouco tempo. Em seguida, Hebe criou um quarteto musical com a irmã e duas primas, outro arranjo que logo se desfez, conforme as mulheres foram se casando – todas, menos Hebe. Na década de 1950, cantando na TV Tupi, sua carreira de cantora deslanchou. Foi convidada pelo empresário Assis Chateaubriand para cantar o “Hino da Televisão” na primeira transmissão ao vivo da TV no Brasil, mas teve de faltar e foi substituída porLolita Rodrigues. As duas foram amigas por muitas décadas.
MAIS TEMPO NO AR
Em 1958, estreou como apresentadora de seu próprio programa, “O Mundo é das Mulheres”, no canal 5, TV Paulista. Ficou no ar até 1964, quando abandonou a TV temporariamente para se casar com o empresário Décio Capuano, com quem teve seu único filho: Marcello Camargo, nascido no mesmo ano de seu casamento. “O Décio me esperava na porta das emissoras onde eu trabalhava, seguia o meu carro e assim foi me conquistando. Começamos a namorar e eu gostei dele, era um homem muito bacana e de bom caráter. Porque eu era artista, o pai dele exigiu que eu assinasse um documento abrindo mão dos bens do Décio. E eu assinei, mesmo porque eu não casei com ele por interesse. Na época, eu já tinha dinheiro, viajava fazendo shows. Quando o Décio ficou muito doente, ele dependeu absolutamente de mim. E, lamentavelmente, ele se foi. Foi puro amor mesmo. Eu até parei de trabalhar, mas depois voltei para a televisão”, contou ela.
A partir de 1966, consagrou-se com as entrevistas informais e desde então permaneceu trabalhando, tornando-se a apresentadora brasileira que esteve mais tempo no ar.
CABELOS LOIROS
Originalmente morena e de sobrancelhas grossas, Hebe se identificou completamente com os cabelos loiros. Ela mesma contava como tinha sido a sua transição. “A primeira vez que fui para Nova York foi com o Décio. Comecei a ver aquelas mulheres loiras e as achei lindas. Quando cheguei ao Brasil, passei água oxigenada na parte de cima e comecei a gostar. Depois, fui no salão tingir o cabelo e gostei. E, ele (Décio) também gostou. Isso faz 503 anos (risos). Uma vez, eu tingi de escuro, mas não me acostumei. Olhava no espelho e dizia que aquela não era eu. Tingi de loiro de novo.”
COLEÇÃO DE SELINHOS
Hebe passou por várias emissoras nacionais – da extinta TV Tupi à TV Bandeirantes. No SBT, onde ficou 24 anos, comemorou em 22 de abril de 2006 seu milésimo programa de TV.
Em janeiro de 2010, foi diagnosticada com câncer no peritônio e passou pelo primeiro tratamento quimioterápico, quando ficou internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Em março, Hebe voltou à ativa na emissora deSilvio Santos, num programa especial em comemoração ao seu aniversário, que teve a participação de Ana Maria Braga e Xuxa. Desde 2011, fazia parte do elenco da Rede TV!, onde o “Programa da Hebe” era exibido nas noites de terça-feira.
Além do sofá e do bordão “que gracinha!”, Hebe transformou em marca registrada os selinhos que alegremente dava em seus entrevistados, homens ou mulheres: Roberto Carlos, Daniel Boaventura, Leonardo, Jude Law, Ivete Sangalo, Julio Iglesias, Neymar, Patrick Dempsey, entre outros, não escaparam do carinhoso carimbo de Hebe.
PAIXÃO PELAS JOIAS
Dona de uma coleção exuberante de jóias, Hebe garantia que todas tinham sido presentes dela para ela mesma. “Sempre gostei de jóias. Quando eu não podia comprar a de verdade, eu comprava a imitação. Todas fui eu que comprei, com o meu dinheiro. Não tenho joias que ganhei de marido, de amante. Quer dizer, de amante tem (risos). Eu comprei todas as minhas joias.”
FLERTANDO COM A MÚSICA
Em 2009, Hebe se envolveu em três aventuras musicais. Participou do show “Elas Cantam Roberto”, quando foi gravado DVD em que várias cantoras homenageiam o Rei. No final da apresentação, Roberto entrou em cena, no Teatro Municipal de São Paulo, e engrossou o coro feminino declarando: “Eu quero ter um milhão de amigos”.
Hebe lançou também o CD “Hebe Mulher”, com regravações de grandes nomes e participações especiais: Roberto Carlos retribuiu a gentileza cantando “Você não Sabe”, e Daniel Boaventura “El Dia que me Quieras”. Em outubro do mesmo ano, Hebe gravou ainda um DVD com participação de vários artistas, como Fábio Jr., Leonardo, Daniel, Chitãozinho e Xororó, Bruno e Marrone, Maria Rita e Gilberto Gil. Em dezembro, homenageada pela Rede Globo, foi ao “Domingão do Faustão” e deu um selinho em Bruno Gagliasso.
O ÚLTIMO PROGRAMA DA HEBE
Desde junho passado, a apresentadora ficou afastada da televisão - e não tinha previsão de voltar ao ar. O “Programa da Hebe” estava suspenso da programação da Rede TV! até que Hebe tivesse condição de retomar a rotina. Nos bastidores, dizia-se que ela já estaria negociando o fim de seu contrato com a emissora. Amigo de longa data e ex-patrão, Silvio Santos queria Hebe de volta no SBT. E Hebe não planejava mais se casar, como declarou em março deste ano, no programa que comemorou seu aniversário de 83 anos. “A essa altura da minha vida, o melhor é estar sozinha. É uma delícia estar na minha casa, eu durmo se quiser, se não quiser eu não durmo. Se eu tiver que sair, eu vou e acabou. Se eu tivesse alguém hoje, seria um conhecido, um amiguinho. Mas marido? Nem pensar.”
terça-feira, 5 de junho de 2012
SER ARTESÃO
É arte de criar pensando no alegrar.
É transformar sonhos em verdadeiros contos.
É pensar no inusitado sem temer ser rejeitado.
É ver na beleza da vida a inspiração necessária para uma nova criação.
É ter fé na criação e depois ouvir os aplausos da multidão.
É contemplar o esforço sem perder o foco.
É ser diferente perante a sociedade, sem perder a humildade.
É desenvolver o inacreditável, acreditando no impossível.
É profetizar através da arte a essência da sua verdade.
É usar com graciosidade suas ferramentas, manuseado-as com originalidade.
É amar...
Pessoas, paisagens, belezas naturais e a criatividade oriunda da sua personalidade
É sonhar...
O impossível e o belo consolidado em peça única e rara.
É acreditar...
Na virtude humana, na sabedoria divina e na beleza natural, tendo a paz interna sua maior glória.
É prosperar...
Em sentimentos, na felicidade e na vida, visualizando o futuro o seu maior triunfo.
"Ser artesão é amar com a imensidão dos céus o belo, a novidade e o inacreditável através das ferramentas do coração, sempre pensando no alegrar daqueles que admiram a dádiva da vida"
Autor: Walber Nunes
domingo, 8 de abril de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Mulher....
Feliz dia da Mulher!!!!!
Esteve nos primórdios da criação
Dizem até, que fez cair Adão
Que inocente, comeu o fruto da sua mãoNão sei se foi pêra, maçã ou mamão
Se era gostosa, ou não
Mas sei que a mulher
É especialista em sedução
Banida do paraíso
Se aproveitou da situação
Do tal fruto tirou a semente
E organizou a produção
Criou a agricultura
E dominou a situação.
Surgiu o matriarcado.
Para quem nasceu de uma costela
Veja só que ascensão!
De reles companheira
A líder de nação.
Mas na roda da história
Havia uma conspiração
Para reduzir a mulher
À função de procriação
Surgiu a propriedade
E a economia mercantil
O controle da situação
O homem reassumiu
O patriarca era o tal
Botava muita moral
Subjugou a mulher
Numa sociedade patriarcal
Mas para complicar a historia
Veio a revolução industrial
E a emancipação da mulher
Se tornou questão de ideal
Entrou no mercado de trabalho
Mas veja só que contradição!
A mulher saiu de casa
Mas continuou a exploração
Saiu das garras do marido
Caiu na unhas do patrão
De explorada doméstica
À operária explorada
A exploração na verdade
Ficou mais sofisticada
Não demorou muito tempo
Veio a insatisfação
E o movimento feminista
Ganhou nova razão
Melhoria nos salários
Igualdade na produção
A fogueira de sutiãs
Marcou a revolução
De carona nas mudanças
Veio a liberdade sexual
Mudou tanto o negócio
Que surgiu novo conceito de casal
E a pílula anticoncepcional
Recebida com tanta alegria
O que a mulher não imaginava
É que teria que tomá-la todo dia
O tão sonhado casamento
Também perdeu lugar
Foi logo substituído
Por um tal de “ficar”
O que a mulher não sabia
É que a novidade não ia durar
É só passar dos vinte
Só pensa em casar
Discriminada, violada, constrangida
A mulher segue na luta
É seu projeto de vida
Continuar o legado
De tantas que deram a vida
De Olgas a Madres de Calcutá
Diante de tantas vitórias
Não se pode questionar
São vencedoras
Conquistaram seu lugar
Domésticas, empresárias, camponesas,
Professoras, e tantas outras, tantas opções
Podem ser o que quiser
Mas em meio tantas mudanças
Surgiu um novo dilema prá mulher
Precisa redescobrir quem é.
Autor: Márcio Ribeiro Matos
Esteve nos primórdios da criação
Dizem até, que fez cair Adão
Que inocente, comeu o fruto da sua mãoNão sei se foi pêra, maçã ou mamão
Se era gostosa, ou não
Mas sei que a mulher
É especialista em sedução
Banida do paraíso
Se aproveitou da situação
Do tal fruto tirou a semente
E organizou a produção
Criou a agricultura
E dominou a situação.
Surgiu o matriarcado.
Para quem nasceu de uma costela
Veja só que ascensão!
De reles companheira
A líder de nação.
Mas na roda da história
Havia uma conspiração
Para reduzir a mulher
À função de procriação
Surgiu a propriedade
E a economia mercantil
O controle da situação
O homem reassumiu
O patriarca era o tal
Botava muita moral
Subjugou a mulher
Numa sociedade patriarcal
Mas para complicar a historia
Veio a revolução industrial
E a emancipação da mulher
Se tornou questão de ideal
Entrou no mercado de trabalho
Mas veja só que contradição!
A mulher saiu de casa
Mas continuou a exploração
Saiu das garras do marido
Caiu na unhas do patrão
De explorada doméstica
À operária explorada
A exploração na verdade
Ficou mais sofisticada
Não demorou muito tempo
Veio a insatisfação
E o movimento feminista
Ganhou nova razão
Melhoria nos salários
Igualdade na produção
A fogueira de sutiãs
Marcou a revolução
De carona nas mudanças
Veio a liberdade sexual
Mudou tanto o negócio
Que surgiu novo conceito de casal
E a pílula anticoncepcional
Recebida com tanta alegria
O que a mulher não imaginava
É que teria que tomá-la todo dia
O tão sonhado casamento
Também perdeu lugar
Foi logo substituído
Por um tal de “ficar”
O que a mulher não sabia
É que a novidade não ia durar
É só passar dos vinte
Só pensa em casar
Discriminada, violada, constrangida
A mulher segue na luta
É seu projeto de vida
Continuar o legado
De tantas que deram a vida
De Olgas a Madres de Calcutá
Diante de tantas vitórias
Não se pode questionar
São vencedoras
Conquistaram seu lugar
Domésticas, empresárias, camponesas,
Professoras, e tantas outras, tantas opções
Podem ser o que quiser
Mas em meio tantas mudanças
Surgiu um novo dilema prá mulher
Precisa redescobrir quem é.
Autor: Márcio Ribeiro Matos
sábado, 3 de março de 2012
No Tempo da Minha Infância
(Ismael Gaião)
No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal (…)
Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração (…)
No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado
Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria (…)
Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos (…)
Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cawboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão (…)
Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pegava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar
Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão
Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia (…)
Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Mamãe não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar
Comecei a trabalhar
Com oito anos de idade
Pois o meu pai me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade
Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança
A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez.
No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal (…)
Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração (…)
No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado
Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria (…)
Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos (…)
Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cawboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão (…)
Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pegava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar
Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão
Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia (…)
Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Mamãe não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar
Comecei a trabalhar
Com oito anos de idade
Pois o meu pai me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade
Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança
A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)

